Contracepção após os 40 anos

Contracepção após os 40 anos

Aos 40 anos, muitas mulheres me perguntam no consultório: “Ainda preciso me preocupar com anticoncepção?” E a resposta é: sim. Até a menopausa estar estabelecida, ainda existe risco de gravidez — mesmo que o ciclo esteja irregular ou com menor frequência. Mas essa fase da vida traz uma nova pergunta mais importante: qual método contraceptivo é mais seguro e adequado agora? A partir dos 40 anos, o corpo começa a passar por mudanças hormonais naturais do climatério, e algumas condições de saúde podem surgir ou se intensificar, como hipertensão, enxaqueca, diabetes e aumento do risco cardiovascular. Por isso, a escolha do anticoncepcional precisa ser ainda mais individualizada.   Métodos mais utilizados e seguros nessa fase: DIU hormonal ou DIU de cobreSão opções muito seguras, de longa duração e que não dependem de uso diário. O DIU hormonal ainda pode ajudar a reduzir fluxo intenso e cólicas, que são comuns nessa fase. Métodos de barreira (como preservativo)Além de prevenir gravidez, também ajudam na proteção contra infecções sexualmente transmissíveis. Anticoncepcionais apenas de progesteronaEm alguns casos selecionados, podem ser uma alternativa mais segura do que métodos combinados com estrogênio. Laqueadura tubáriaPode ser considerada em mulheres que já não desejam mais gestação e buscam um método definitivo.   E os anticoncepcionais com estrogênio? Eles devem ser evitados, se for indicado, exigem avaliação cuidadosa, especialmente se houver fatores de risco como tabagismo, enxaqueca com aura, hipertensão ou histórico de trombose. Mais do que escolher um método, o mais importante é fazer uma avaliação global da saúde da mulher nessa fase da vida. O anticoncepcional ideal não é apenas o mais eficaz — é aquele que oferece segurança cardiovascular, controle de sintomas e qualidade de vida. Aos 40+, a contracepção não é apenas sobre evitar gravidez. É sobre cuidar da saúde de forma completa, respeitando as mudanças naturais do corpo e cada história de vida.

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Esquecimento da pílula: O que fazer?

Esquecimento da pílula: O que fazer?

Esquecer a pílula anticoncepcional é algo muito mais comum do que parece — e acontece com muitas mulheres em algum momento da vida. E a primeira coisa importante que eu sempre digo no consultório é: não entre em pânico. O que fazer depende de alguns fatores, principalmente de quanto tempo se passou desde o horário habitual e de em que semana da cartela você está. – Se o esquecimento foi de até 12 horas Em geral, basta tomar a pílula assim que lembrar e manter o uso normal nos dias seguintes. A eficácia contraceptiva costuma ser mantida. – Se passou de 12 horas A proteção pode ficar reduzida, e a conduta varia conforme a semana da cartela: Na primeira semana: é o período de maior atenção, pois há mais risco de ovulação. Além de tomar a pílula esquecida, é recomendado usar preservativo por alguns dias. Na segunda semana: ainda assim deve-se corrigir o esquecimento e, na maioria dos casos, manter o uso com proteção adicional. Na terceira semana: pode ser necessário ajustar a pausa da cartela para evitar falha contraceptiva.   – Quando há relação sexual desprotegida Em alguns casos, especialmente quando o esquecimento ocorreu no início da cartela, pode ser necessário avaliar a necessidade de contracepção de emergência. Isso deve ser individualizado. O mais importante é entender que um esquecimento isolado não significa falha definitiva do método, mas ele exige atenção e orientação correta para reduzir riscos. Também vale refletir sobre algo muito importante: se o esquecimento é frequente, talvez seja interessante conversar com o ginecologista sobre métodos mais práticos e de longa duração, como DIU ou implante, que não dependem do uso diário. A contracepção ideal é aquela que cabe na rotina da mulher, com segurança, tranquilidade e menos chance de erro. Em caso de dúvida, o melhor caminho é sempre buscar orientação médica — porque cada situação pode ter uma conduta diferente.

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Qual o melhor anticoncepcional para cada fase da vida?

Qual o melhor anticoncepcional para cada fase da vida?

Uma das dúvidas mais comuns no consultório é: “Qual é o melhor anticoncepcional para mim?” E a resposta mais importante é: não existe um único método ideal para todas as mulheres — existe o melhor anticoncepcional para cada fase da vida e para cada momento de saúde. A escolha depende de fatores como idade, histórico de saúde, presença de doenças, estilo de vida, desejo de gravidez futura e até sintomas hormonais. Adolescência e início da vida sexualNessa fase, geralmente buscamos métodos eficazes, seguros e de fácil adesão. As pílulas anticoncepcionais, o implante hormonal e o DIU são opções comuns. O mais importante aqui é a proteção contra gravidez não planejada e, principalmente, a orientação sobre prevenção de ISTs, sempre com uso de preservativo. Dos 20 aos 30 anosÉ uma fase em que muitas mulheres buscam praticidade e também controle de sintomas como acne, cólicas ou ciclo irregular. Os anticoncepcionais hormonais (pílula, anel vaginal, adesivo), o DIU hormonal e o DIU de cobre são opções bastante utilizadas, dependendo do perfil de cada paciente. Dos 30 aos 40 anosAqui começamos a olhar com mais atenção para histórico familiar, risco cardiovascular, enxaqueca, tabagismo e desejo de gestação futura. O DIU (hormonal ou de cobre) costuma ser uma excelente opção por sua eficácia e segurança a longo prazo. Após os 40 anos até a menopausaNessa fase, o cuidado precisa ser ainda mais individualizado. Algumas mulheres já apresentam maior risco de trombose ou outras condições que limitam o uso de hormônios combinados. O DIU hormonal, o DIU de cobre, métodos de barreira ou, em alguns casos, a laqueadura podem ser considerados.   É importante lembrar: o anticoncepcional não serve apenas para evitar gravidez. Ele também pode ajudar no controle de cólicas, fluxo menstrual intenso, acne e sintomas hormonais — mas também pode ter contraindicações. Por isso, a escolha deve sempre ser feita de forma individualizada, com avaliação ginecológica cuidadosa. O melhor anticoncepcional não é o mais moderno ou o mais popular.É aquele que respeita o seu corpo, a sua saúde e o seu momento de vida.

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Tem Cura Para Herpes Genital?

Tem Cura Para Herpes Genital?

Uma das dúvidas mais comuns no consultório é: “Herpes genital tem cura?” A resposta é: atualmente, o herpes genital não tem cura definitiva, mas tem controle — e é possível viver muito bem com a doença. O herpes genital é causado pelo vírus Herpes Simplex, geralmente o tipo 2, embora o tipo 1 também possa estar envolvido. Após o primeiro contato, o vírus permanece “adormecido” no organismo e pode voltar a se manifestar em alguns períodos da vida. As crises podem surgir principalmente em momentos de: Estresse emocional Baixa imunidade Cansaço excessivo Alterações hormonais Infecções Privação de sono   Os sintomas costumam incluir pequenas bolhas, feridas dolorosas, ardência, coceira e desconforto na região genital. Algumas pessoas têm apenas uma crise na vida, enquanto outras apresentam recorrências mais frequentes. A boa notícia é que existem tratamentos muito eficazes para controlar os sintomas, reduzir a duração das crises e diminuir a transmissão do vírus. Os antivirais, como o Aciclovir, podem ser usados durante as crises ou até de forma contínua em casos selecionados, quando as recorrências são frequentes. E um ponto muito importante: herpes genital não define ninguém. Infelizmente ainda existe muito preconceito e medo relacionados ao diagnóstico, mas essa é uma infecção bastante comum e que deve ser tratada com acolhimento, informação e cuidado — nunca com culpa. Com acompanhamento médico adequado, orientação e tratamento correto, é possível controlar as crises, ter qualidade de vida, relacionamentos saudáveis e uma vida sexual segura.

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Uso de Mounjaro e Anticoncepcional Oral

Uso de Mounjaro e Anticoncepcional Oral

Alerta importante para mulheres que usam Mounjaro® e anticoncepcional oral O uso do Mounjaro tem crescido muito no tratamento do diabetes e também no auxílio ao emagrecimento. Porém, existe um ponto importante que muitas mulheres ainda desconhecem: ele pode reduzir a eficácia do anticoncepcional oral. Isso acontece porque a tirzepatida diminui o esvaziamento do estômago, principalmente no início do tratamento e após aumento das doses. Com isso, a absorção do anticoncepcional pela via oral pode ficar prejudicada, aumentando o risco de falha contraceptiva e gravidez não planejada. Por esse motivo, recomenda-se atenção especial: Nas primeiras 4 semanas após iniciar o Mounjaro® E também nas 4 semanas após cada aumento de dose Durante esse período, é importante utilizar um método contraceptivo adicional, como preservativo, ou considerar métodos não orais, como DIU, implante ou anticoncepcionais injetáveis, conforme orientação médica. Outro ponto importante é que muitas mulheres emagrecem, melhoram resistência à insulina e passam a ovular com mais regularidade durante o tratamento, o que também pode aumentar a fertilidade. Por isso, o acompanhamento ginecológico é fundamental para escolher o método contraceptivo mais seguro e adequado durante o uso dessas medicações. Cuidar da saúde da mulher também é orientar, prevenir e garantir segurança em cada fase do tratamento.

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