
Por Que Não Emagreço na Menopausa?
“Mantenho dieta, tento me cuidar e mesmo assim não consigo emagrecer.” Essa é uma das frases que mais escuto no consultório durante a menopausa. E não, isso não significa falta de esforço ou descuido. Durante a menopausa, o corpo feminino passa por mudanças hormonais importantes que podem dificultar o emagrecimento e favorecer o acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. A queda do estrogênio provoca alterações no metabolismo, reduz o gasto energético e favorece a perda de massa muscular. E quanto menor a massa muscular, mais lento fica o metabolismo. Além disso, muitas mulheres passam a ter piora do sono, aumento da ansiedade, cansaço, desânimo e maior compulsão alimentar — fatores que também interferem diretamente no peso. Outro ponto importante é que o corpo muda sua forma de armazenar gordura. Na menopausa, é comum ocorrer aumento da gordura visceral, aquela localizada na barriga, que está associada a maior risco cardiovascular, diabetes e inflamação. Além das alterações hormonais, existem outros fatores que podem dificultar o emagrecimento nessa fase: Sedentarismo Sono ruim Estresse crônico Resistência à insulina Alterações da tireoide Perda muscular relacionada ao envelhecimento Dietas muito restritivas e difíceis de manter Por isso, o tratamento não deve focar apenas na balança. O objetivo é cuidar da saúde da mulher como um todo. Algumas medidas fazem muita diferença: Praticar atividade física regularmente, principalmente musculação Priorizar proteínas na alimentação Melhorar a qualidade do sono Reduzir ultraprocessados e excesso de açúcar Controlar ansiedade e estresse Avaliar hormônios e alterações metabólicas com acompanhamento médico Em algumas mulheres, a terapia hormonal da menopausa pode ajudar na composição corporal, disposição e qualidade de vida, quando bem indicada. A menopausa não impede o emagrecimento, mas o corpo passa a responder de maneira diferente. Por isso, é importante abandonar a culpa e entender que essa fase exige estratégias mais individualizadas, acolhimento e cuidado contínuo.

Principais Medidas para Névoa Mental
A névoa mental é uma queixa muito comum entre as mulheres, especialmente durante a menopausa e o climatério. Muitas pacientes relatam dificuldade de concentração, esquecimentos frequentes, sensação de cansaço mental, perda do foco e até uma sensação de “mente lenta”. E o mais importante: isso não é falta de inteligência, preguiça ou desatenção. Existe uma explicação hormonal, emocional e física por trás desses sintomas. Algumas medidas podem ajudar bastante na melhora da névoa mental e na recuperação da clareza mental no dia a dia: Priorizar um sono de qualidade: durante o sono o cérebro organiza memórias, descansa e regula hormônios importantes. Insônia e sono fragmentado pioram muito a concentração e a memória. Praticar atividade física regularmente: exercícios estimulam a circulação cerebral, melhoram o humor, reduzem ansiedade e aumentam substâncias relacionadas à memória e ao raciocínio. Manter uma alimentação equilibrada: consumir proteínas, frutas, verduras, ômega-3 e reduzir excesso de açúcar e ultraprocessados ajuda no funcionamento cerebral. Controlar o estresse e a ansiedade: sobrecarga emocional e mental podem intensificar muito os sintomas. Técnicas de relaxamento, terapia, meditação e momentos de lazer fazem diferença. Estimular o cérebro: leitura, jogos de raciocínio, aprendizado de novas atividades e manter a vida social ativa ajudam a preservar a função cognitiva. Avaliar alterações hormonais: na menopausa, a queda do estrogênio pode impactar memória, atenção e cognição. Em alguns casos, a terapia hormonal pode trazer melhora importante, quando indicada individualmente pelo ginecologista. Corrigir deficiências vitamínicas: baixos níveis de vitamina B12, vitamina D, ferro e alterações da tireoide também podem causar sintomas semelhantes à névoa mental. Reduzir excesso de telas e multitarefas: o cérebro cansado e constantemente estimulado pode ter mais dificuldade de foco e retenção de informações. A boa notícia é que a névoa mental tem tratamento e melhora quando cuidamos da mulher de forma integral. O primeiro passo é acolher os sintomas sem culpa e buscar orientação médica para investigar as causas e definir a melhor estratégia para cada fase da vida.

Teste HPV DNA – Substitui o Papanicolau?
Essa é uma dúvida muito comum no consultório e é importante esclarecer com calma: o teste de HPV-DNA não substitui totalmente o Papanicolau, mas ele mudou a forma como fazemos o rastreio do câncer do colo do útero. O Teste HPV DNA é um exame mais moderno, que identifica diretamente a presença do vírus HPV de alto risco aquele relacionado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. Já o Papanicolau (citologia oncótica) avalia as células do colo do útero, identificando alterações que o vírus pode causar ao longo do tempo. Na prática, o que isso significa? Hoje sabemos que o HPV é o principal causador do câncer do colo do útero. Por isso, detectar o vírus precocemente é uma forma muito eficaz de prevenção. Em muitos protocolos mais atuais, o teste de HPV-DNA já pode ser utilizado como exame primário de rastreio, especialmente em mulheres a partir dos 30 anos. Quando ele vem negativo, o intervalo entre os exames pode ser até maior, pois o risco é muito baixo. Mas isso não quer dizer que o Papanicolau deixou de existir. Ele ainda é extremamente importante, principalmente: Quando o teste de HPV vem positivo (para avaliar se já existem alterações nas células) Em locais onde o HPV-DNA ainda não está disponível como rastreio principal Em situações específicas, conforme avaliação médica Ou seja: os dois exames não competem — eles se complementam. O mais importante não é escolher um ou outro por conta própria, e sim fazer um acompanhamento regular, com orientação individualizada. Quero reforçar algo essencial: o rastreamento salva vidas. O câncer do colo do útero é altamente prevenível quando conseguimos identificar precocemente o HPV ou as alterações celulares. Cuidar da sua saúde ginecológica é um ato de autocuidado e prevenção. Converse com sua ginecologista para entender qual é o melhor exame e intervalo para você.

Principais Medidas Para Evitar Cólica Menstrual
A cólica menstrual é uma das queixas mais comuns no consultório e, embora muita gente diga que é “normal”, sentir dor não deveria fazer parte da sua rotina todos os meses. Como ginecologista, eu gosto de olhar para a cólica com atenção, porque ela pode ter diferentes causas. Na maioria das vezes, está relacionada à dismenorreia (dor na menstruação), que acontece por conta da liberação de substâncias inflamatórias (prostaglandinas) durante o período menstrual, levando à contração do útero. Mas a boa notícia é: existem medidas simples e eficazes que podem ajudar e muito a reduzir essa dor. Principais orientações para aliviar e prevenir a cólica menstrual: Atividade física regularMovimentar o corpo ajuda a melhorar a circulação e libera endorfinas, que são analgésicos naturais. Calor localBolsa de água quente na região abdominal pode trazer alívio rápido e significativo. Alimentação equilibradaReduzir alimentos inflamatórios (ultraprocessados, excesso de açúcar) e aumentar o consumo de alimentos ricos em magnésio pode ajudar. Hidratação adequadaParece simples, mas faz diferença no funcionamento do organismo como um todo. Chás e medidas naturaisAlgumas mulheres se beneficiam de chás como camomila e gengibre, que têm efeito calmante e anti-inflamatório. Uso de medicações, quando necessárioAnti-inflamatórios podem ser indicados, sempre com orientação médica, principalmente quando iniciados antes do pico da dor. Avaliação ginecológicaSe a dor for muito intensa, incapacitante ou não melhorar com medidas simples, é fundamental investigar outras causas, como endometriose. Quero te dizer algo importante: você não precisa se acostumar a sentir dor todos os meses. Seu corpo merece cuidado, escuta e atenção. Com pequenas mudanças e, quando necessário, tratamento adequado é possível ter um ciclo menstrual muito mais confortável. Se a cólica tem impactado sua rotina, procure avaliação. Existe solução, e você merece viver melhor todos os dias.

Osteoporose e as Principais Orientações de Exercícios Físicos
A saúde dos ossos é um tema que merece muita atenção na menopausa, e a osteoporose é uma das condições que mais nos preocupa nessa fase. Como ginecologista, eu sempre explico: com a queda do estrogênio, o corpo passa a perder massa óssea de forma mais acelerada. Isso acontece de maneira silenciosa, sem dor, até que, muitas vezes, a primeira manifestação seja uma fratura. Mas aqui vem uma ótima notícia: o exercício físico é um dos pilares mais importantes na prevenção e no tratamento da osteoporose. E não é qualquer exercício, alguns são especialmente benéficos para fortalecer os ossos e reduzir o risco de quedas. Os principais são: Exercícios de força (musculação)São fundamentais. Ao estimular os músculos, você também estimula os ossos, ajudando a manter (e até melhorar) a densidade óssea. Exercícios com impacto leve a moderadoComo caminhada, subir escadas, dança ou pequenas corridas (quando liberado). O impacto controlado ajuda a fortalecer os ossos. Exercícios de equilíbrio e coordenaçãoComo pilates e yoga. Eles não aumentam diretamente a massa óssea, mas são essenciais para prevenir quedas — e isso faz toda a diferença. Exercícios de alongamento e mobilidadeAjudam a manter o corpo mais funcional, reduzindo rigidez e melhorando a postura. Agora, um alerta importante: atividades de baixo impacto isoladas, como apenas nadar ou pedalar, são ótimas para o coração, mas não são suficientes para proteger os ossos sozinhas. Além do exercício, outros cuidados fazem parte desse tratamento: Ingestão adequada de cálcio e vitamina D Exposição solar controlada Avaliação médica regular Em alguns casos, medicações específicas E sempre reforço: nunca é tarde para começar. Mesmo mulheres que já têm diagnóstico de osteoporose podem se beneficiar, e muito, de um programa de exercícios bem orientado. Cuidar dos ossos é cuidar da sua independência, da sua mobilidade e da sua qualidade de vida. Seu corpo precisa de movimento, e ele responde a esse cuidado em qualquer fase da vida.
Agende sua consulta agora mesmo por WhatsApp
Na CM Martins você pode tirar suas dúvidas e agendar sua consulta diretamente pelo WhatsApp. Clique no botão abaixo e entre em contato com a nossa equipe agora mesmo!