Quais São as Contra Indicações Absolutas na TRH

Quais São as Contra Indicações Absolutas na TRH

A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) pode trazer muitos benefícios para mulheres na menopausa, principalmente no controle dos fogachos, suor noturno, alterações do sono, ressecamento vaginal e melhora da qualidade de vida. Mas antes de iniciar o tratamento, é fundamental uma avaliação médica cuidadosa, porque existem situações em que a TRH é contraindicada.

E é importante lembrar: contraindicação não significa que a mulher ficará sem tratamento. Hoje existem várias alternativas seguras e individualizadas para aliviar os sintomas da menopausa.

As principais contraindicações absolutas da Terapia Hormonal são:

  • Câncer de mama atual ou suspeito
    Mulheres com câncer de mama ativo, principalmente hormônio dependente, geralmente não devem utilizar terapia hormonal sistêmica.

  • Câncer de endométrio não tratado
    É necessário investigar e tratar adequadamente antes de qualquer reposição hormonal.

  • Sangramento uterino sem causa esclarecida
    Todo sangramento na menopausa precisa ser investigado antes do início da TRH.

  • História de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar relacionada ao uso hormonal
    Alguns hormônios podem aumentar o risco trombótico, especialmente em determinadas vias e perfis de pacientes.

  • Doença hepática grave ativa
    Como os hormônios podem ser metabolizados pelo fígado, doenças hepáticas importantes podem contraindicar o uso.

  • Infarto recente, AVC recente ou doença cardiovascular aguda
    Nesses casos, a avaliação deve ser muito criteriosa.

  • Porfiria cutânea tarda
    Uma condição rara que pode piorar com o uso hormonal.

 

Apesar disso, muitas mulheres acreditam que não podem fazer TRH quando, na verdade, possuem apenas fatores que exigem acompanhamento mais cuidadoso — e não contraindicação absoluta.

Cada mulher deve ser avaliada individualmente, considerando sintomas, idade, tempo de menopausa, histórico pessoal, familiar e fatores de risco.

A menopausa não deve ser enfrentada com sofrimento silencioso. O mais importante é ter uma abordagem segura, baseada em evidências e personalizada para cada paciente.