Para melhorar meu libido preciso de testosterona?

Para melhorar meu libido preciso de testosterona?

Essa é uma dúvida muito comum no consultório, e eu gosto de responder com bastante cuidado e clareza: nem sempre a testosterona é a solução para melhorar a libido. Durante a menopausa (e até antes dela), é frequente que muitas mulheres percebam uma redução do desejo sexual. Mas a libido não depende de um único hormônio, ela é multifatorial. Envolve aspectos físicos, emocionais, relacionais e hormonais. A testosterona, sim, é um hormônio que também está presente no corpo feminino e pode ter relação com o desejo sexual. Em alguns casos bem específicos , como no diagnóstico de transtorno do desejo sexual hipoativo, ela pode ser indicada, com acompanhamento médico rigoroso. Mas é importante reforçar: não é para todas as mulheres, e não deve ser usada de forma indiscriminada. Antes de pensar em reposição de testosterona, precisamos avaliar: Como está a sua relação com o parceiro(a) Qualidade do sono Níveis de estresse e sobrecarga emocional Presença de dor na relação (muito comum na menopausa) Ressecamento vaginal Uso de medicamentos (como antidepressivos, por exemplo) Outros hormônios, como estrogênio   Muitas vezes, tratar o ressecamento vaginal, melhorar o conforto na relação e cuidar do bem-estar emocional já trazem uma melhora significativa da libido. Quando a testosterona é indicada, ela deve ser usada em doses adequadas para mulheres, com controle laboratorial e acompanhamento, porque o uso inadequado pode causar efeitos indesejados, como acne, aumento de pelos e alterações na voz, exposição da mama ao câncer e aumentos de eventos cárdio vasculares. Então, se você tem percebido uma queda no desejo, o caminho não é buscar uma “fórmula pronta”, e sim entender o que está por trás disso. Seu desejo não está “quebrado”, ele precisa ser compreendido. E a boa notícia é: existem caminhos, tratamentos e estratégias que podem te ajudar a se reconectar com sua sexualidade de forma saudável e respeitosa com o seu corpo. Procure um ginecologista para conversar sobre o assunto, a prescrição indiscriminada de medicação e o uso inadequado pode provocar danos irreversíveis.

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Coceira na Região Íntima: Pode ser líquen

Coceira na Região Íntima: Pode ser líquen

A coceira íntima é um sintoma muito comum no consultório, mas quando ela é intensa, persistente e não melhora com tratamentos habituais, precisamos olhar com mais atenção. Como ginecologista, eu sempre digo: COCEIRA NÃO É NORMAL, E O SEU CORPO ESTÁ TENTANDO TE AVISAR QUE ALGO NÃO VAI BEM. Muitas mulheres associam automaticamente esse sintoma a uma infecção, como candidíase, e acabam se automedicando. Mas existe uma condição menos conhecida ,e muito importante , chamada líquen escleroso, que pode ser a causa dessa coceira intensa, principalmente em mulheres após a menopausa. O líquen escleroso é uma doença inflamatória crônica da pele da região íntima. Ele pode causar: Coceira intensa (muitas vezes pior à noite) Ardor ou dor local Pele mais fina, esbranquiçada ou com aspecto diferente Desconforto ou dor na relação sexual   Com o tempo, se não tratado, pode até causar pequenas fissuras e alterações na anatomia da vulva. E aqui está um ponto essencial: não é uma infecção e não melhora com antifúngicos comuns. O diagnóstico é clínico na maioria das vezes, feito pelo exame ginecológico, e o tratamento é eficaz, geralmente com pomadas específicas (como corticoides de alta potência), que controlam a inflamação e aliviam os sintomas. Quanto antes identificar, melhor o controle e menor o risco de complicações. Então, se você apresenta uma coceira intensa, persistente ou diferente do habitual, é fundamental investigar, NÃO NORMALIZE ESSE DESCONFORTO. Cuidar da saúde íntima também é sobre ouvir os sinais do corpo com atenção e carinho. E lembre-se: existe tratamento, existe controle e existe qualidade de vida após o diagnóstico.

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Menopausa e a Infecção de Urina de Repetição

Menopausa e a Infecção de Urina de Repetição

A infecção urinária recorrente na menopausa é uma situação muito comum e, muitas vezes, silenciosamente sofrida por muitas mulheres. Como ginecologista, eu gosto de te dizer, antes de tudo: isso não é falta de cuidado e, principalmente, não é algo que você precisa conviver. Com a chegada da menopausa, a queda do estrogênio provoca mudanças importantes no trato urinário e na região íntima. A mucosa fica mais fina, a flora vaginal se altera e há uma redução dos lactobacilos, que são bactérias protetoras. Esse cenário favorece o aparecimento de infecções urinárias repetidas, o que chamamos de infecção do trato urinário recorrente. Na prática, isso pode significar episódios frequentes de ardor ao urinar, urgência para ir ao banheiro, aumento da frequência urinária e, às vezes, aquela sensação constante de desconforto que interfere na sua rotina e na sua qualidade de vida. E existe um ponto muito importante: NÃO É NORMAL TER INFECÇÃO URINÁRIA REPETIDAMENTE. Essa condição pode ocorrer com frequência, mas isso não indica normalidade, precisa ser identificado e tratado. Quando isso acontece, precisamos olhar além do tratamento imediato com antibióticos. É fundamental investigar e, principalmente, prevenir. Hoje, temos várias estratégias que podem ajudar, e elas devem ser individualizadas: Uso de estrogênio vaginal local, que ajuda a restaurar a mucosa e a proteção natural da região Laser vaginal Hidratação adequada ao longo do dia Evitar segurar a urina por longos períodos Urinar após relações sexuais Uso de probióticos e vitaminas em alguns casos Em situações específicas, antibioticoterapia preventiva (com critério médico) Além disso, cuidar da saúde vaginal como um todo faz parte do tratamento. Muitas vezes, a infecção urinária recorrente está diretamente ligada à saúde da vagina na menopausa. Quero reforçar algo importante: qualidade de vida importa e muito. Você não precisa viver com dor, desconforto ou insegurança de ter uma nova infecção a qualquer momento. Falar sobre isso é o primeiro passo. Buscar ajuda é o segundo  e faz toda a diferença. Se você se identificou com esse quadro, procure sua ginecologista. Existe tratamento, existe prevenção e, principalmente, existe acolhimento.

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Vagina seca na menopausa

Vagina seca na menopausa

A vagina seca na menopausa é uma queixa muito comum e, ao mesmo tempo, ainda pouco falada com naturalidade. Como ginecologista, gosto sempre de começar dizendo: isso tem solução! Durante a menopausa, ocorre uma queda natural do hormônio estrogênio. Esse hormônio é fundamental para manter a saúde da vagina, ele garante lubrificação, elasticidade e uma mucosa mais espessa e protegida. Com a diminuição do estrogênio, a região pode ficar mais fina, sensível e menos lubrificada, levando ao que chamamos de atrofia vaginal. Mas o mais importante não é o nome técnico, e sim como isso impacta a sua vida. Muitas mulheres relatam ardor, coceira, desconforto no dia a dia e, principalmente, dor na relação sexual. Isso pode afetar não só o corpo, mas também a autoestima, o relacionamento e o bem-estar emocional. E aqui vai um ponto essencial: sentir dor não é normal, e você não precisa aceitar isso como “parte da idade”. Hoje temos várias opções de tratamento, que podem ser individualizadas para cada mulher: Hidratantes vaginais de uso regular (não hormonais) Terapia com estrogênio local (em creme ou comprimido) Laser vaginal Além disso, manter uma vida sexual ativa (com conforto) também ajuda na saúde da região, pois melhora a circulação local. O mais importante é você se sentir acolhida para falar sobre isso. Muitas mulheres ficam constrangidas ou acham que “é normal e não tem o que fazer”, mas isso não é verdade. Cuidar da saúde íntima faz parte do seu cuidado como um todo — em qualquer fase da vida. Se você está passando por isso, procure sua ginecologista. Um olhar individualizado faz toda a diferença, e pequenas mudanças podem trazer um grande alívio.

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Os calores da menopausa: Por que acontecem?

Os calores da menopausa: Por que acontecem?

Muitas mulheres chegam ao consultório preocupadas com uma queixa bastante comum durante a menopausa: os chamados “calores” ou fogachos. Essa sensação pode surgir de repente, como um calor intenso que sobe pelo corpo, principalmente no rosto, pescoço e peito, muitas vezes acompanhado de suor, vermelhidão e até palpitações. Esses episódios podem durar alguns segundos ou minutos e, em algumas mulheres, acontecem várias vezes ao dia ou durante a noite, atrapalhando o sono e causando bastante desconforto. Mas por que isso acontece? Os fogachos estão relacionados às mudanças hormonais naturais da menopausa, especialmente à redução dos níveis de estrogênio. Esse hormônio tem um papel importante na regulação da temperatura corporal. Quando seus níveis diminuem, o centro de controle da temperatura no cérebro fica mais sensível, provocando essas ondas repentinas de calor. Cada mulher vive essa fase de forma diferente. Algumas têm sintomas leves e passageiros, enquanto outras podem sentir os fogachos com mais intensidade e frequência. Estudos mais recentes também têm mostrado que mulheres que apresentam fogachos mais frequentes ou intensos podem ter um risco maior de desenvolver alterações cognitivas no futuro, incluindo maior risco de demência. Isso não significa que todas as mulheres com fogachos irão desenvolver essa condição, mas reforça a importância de avaliar e acompanhar os sintomas da menopausa com atenção. Além das ondas de calor, a menopausa também pode trazer outros sintomas, como alterações no sono, mudanças de humor, ressecamento vaginal e cansaço. Por isso, é importante lembrar que a menopausa não é uma doença, mas uma fase natural da vida da mulher, que merece cuidado e atenção. Quando os sintomas começam a interferir na qualidade de vida, existem opções de tratamento que podem ajudar muito. Dependendo de cada caso, o ginecologista pode orientar mudanças no estilo de vida, terapias não hormonais ou terapia hormonal, sempre avaliando a saúde e as necessidades individuais de cada mulher. O mais importante é saber que você não precisa passar por essa fase em silêncio ou com sofrimento. Hoje temos informação e tratamentos que podem ajudar a atravessar a menopausa com mais conforto, bem-estar e qualidade de vida. Se os calores ou fogachos estão incomodando ou afetando seu dia a dia, procure orientação médica. Cuidar da saúde na menopausa também é cuidar da saúde do cérebro e da qualidade de vida a longo prazo.

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Como manter a flora vaginal saudável

Como manter a flora vaginal saudável

A vagina possui um sistema natural de proteção chamado flora vaginal (ou microbiota vaginal). Esse conjunto de microrganismos “do bem” ajuda a manter o equilíbrio da região íntima, protegendo contra infecções, controlando o pH vaginal e contribuindo para a saúde ginecológica. Quando essa flora está equilibrada, a vagina consegue se defender naturalmente contra bactérias e fungos que poderiam causar infecções. Porém, alguns fatores do dia a dia podem alterar esse equilíbrio e favorecer o aparecimento de sintomas como corrimento, coceira, odor desagradável ou irritação. A boa notícia é que alguns cuidados simples ajudam muito a manter a flora vaginal saudável. Evite duchas vaginaisA vagina tem um mecanismo natural de limpeza. As duchas internas podem remover as bactérias protetoras e alterar o pH da região, favorecendo infecções. Prefira sabonetes íntimos suaves ou apenas águaProdutos muito perfumados ou agressivos podem irritar a região íntima e desequilibrar a microbiota vaginal. Dê preferência a roupas íntimas de algodãoTecidos mais leves e respiráveis ajudam a reduzir a umidade na região, o que dificulta a proliferação de fungos e bactérias. Evite permanecer muito tempo com roupas molhadasFicar com biquíni ou roupa de academia úmida por longos períodos pode aumentar a umidade local e favorecer infecções. Tenha atenção ao uso de antibióticosQuando utilizados, eles podem alterar temporariamente a flora vaginal. Sempre que possível, o uso deve ser orientado por um médico. Mantenha consultas ginecológicas regularesO acompanhamento médico ajuda a identificar precocemente qualquer alteração e orientar os cuidados mais adequados para cada mulher. É importante lembrar que cada organismo tem seu próprio equilíbrio, e pequenas variações no corrimento ao longo do ciclo menstrual podem ser completamente normais. Cuidar da saúde íntima não significa exagerar nos produtos ou na higiene, mas sim respeitar o funcionamento natural do corpo. Se você perceber mudanças persistentes no corrimento, odor forte, coceira ou desconforto, procure orientação médica. Com informação e acompanhamento adequado, é possível manter a saúde íntima em equilíbrio e com mais tranquilidade.

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