
Tem Cura Para Herpes Genital?
Uma das dúvidas mais comuns no consultório é: “Herpes genital tem cura?” A resposta é: atualmente, o herpes genital não tem cura definitiva, mas tem controle — e é possível viver muito bem com a doença. O herpes genital é causado pelo vírus Herpes Simplex, geralmente o tipo 2, embora o tipo 1 também possa estar envolvido. Após o primeiro contato, o vírus permanece “adormecido” no organismo e pode voltar a se manifestar em alguns períodos da vida. As crises podem surgir principalmente em momentos de: Estresse emocional Baixa imunidade Cansaço excessivo Alterações hormonais Infecções Privação de sono Os sintomas costumam incluir pequenas bolhas, feridas dolorosas, ardência, coceira e desconforto na região genital. Algumas pessoas têm apenas uma crise na vida, enquanto outras apresentam recorrências mais frequentes. A boa notícia é que existem tratamentos muito eficazes para controlar os sintomas, reduzir a duração das crises e diminuir a transmissão do vírus. Os antivirais, como o Aciclovir, podem ser usados durante as crises ou até de forma contínua em casos selecionados, quando as recorrências são frequentes. E um ponto muito importante: herpes genital não define ninguém. Infelizmente ainda existe muito preconceito e medo relacionados ao diagnóstico, mas essa é uma infecção bastante comum e que deve ser tratada com acolhimento, informação e cuidado — nunca com culpa. Com acompanhamento médico adequado, orientação e tratamento correto, é possível controlar as crises, ter qualidade de vida, relacionamentos saudáveis e uma vida sexual segura.
Uso de Mounjaro e Anticoncepcional Oral
Alerta importante para mulheres que usam Mounjaro® e anticoncepcional oral O uso do Mounjaro tem crescido muito no tratamento do diabetes e também no auxílio ao emagrecimento. Porém, existe um ponto importante que muitas mulheres ainda desconhecem: ele pode reduzir a eficácia do anticoncepcional oral. Isso acontece porque a tirzepatida diminui o esvaziamento do estômago, principalmente no início do tratamento e após aumento das doses. Com isso, a absorção do anticoncepcional pela via oral pode ficar prejudicada, aumentando o risco de falha contraceptiva e gravidez não planejada. Por esse motivo, recomenda-se atenção especial: Nas primeiras 4 semanas após iniciar o Mounjaro® E também nas 4 semanas após cada aumento de dose Durante esse período, é importante utilizar um método contraceptivo adicional, como preservativo, ou considerar métodos não orais, como DIU, implante ou anticoncepcionais injetáveis, conforme orientação médica. Outro ponto importante é que muitas mulheres emagrecem, melhoram resistência à insulina e passam a ovular com mais regularidade durante o tratamento, o que também pode aumentar a fertilidade. Por isso, o acompanhamento ginecológico é fundamental para escolher o método contraceptivo mais seguro e adequado durante o uso dessas medicações. Cuidar da saúde da mulher também é orientar, prevenir e garantir segurança em cada fase do tratamento.

Quais São as Contra Indicações Absolutas na TRH
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) pode trazer muitos benefícios para mulheres na menopausa, principalmente no controle dos fogachos, suor noturno, alterações do sono, ressecamento vaginal e melhora da qualidade de vida. Mas antes de iniciar o tratamento, é fundamental uma avaliação médica cuidadosa, porque existem situações em que a TRH é contraindicada. E é importante lembrar: contraindicação não significa que a mulher ficará sem tratamento. Hoje existem várias alternativas seguras e individualizadas para aliviar os sintomas da menopausa. As principais contraindicações absolutas da Terapia Hormonal são: Câncer de mama atual ou suspeitoMulheres com câncer de mama ativo, principalmente hormônio dependente, geralmente não devem utilizar terapia hormonal sistêmica. Câncer de endométrio não tratadoÉ necessário investigar e tratar adequadamente antes de qualquer reposição hormonal. Sangramento uterino sem causa esclarecidaTodo sangramento na menopausa precisa ser investigado antes do início da TRH. História de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar relacionada ao uso hormonalAlguns hormônios podem aumentar o risco trombótico, especialmente em determinadas vias e perfis de pacientes. Doença hepática grave ativaComo os hormônios podem ser metabolizados pelo fígado, doenças hepáticas importantes podem contraindicar o uso. Infarto recente, AVC recente ou doença cardiovascular agudaNesses casos, a avaliação deve ser muito criteriosa. Porfiria cutânea tardaUma condição rara que pode piorar com o uso hormonal. Apesar disso, muitas mulheres acreditam que não podem fazer TRH quando, na verdade, possuem apenas fatores que exigem acompanhamento mais cuidadoso — e não contraindicação absoluta. Cada mulher deve ser avaliada individualmente, considerando sintomas, idade, tempo de menopausa, histórico pessoal, familiar e fatores de risco. A menopausa não deve ser enfrentada com sofrimento silencioso. O mais importante é ter uma abordagem segura, baseada em evidências e personalizada para cada paciente.

Por Que Não Emagreço na Menopausa?
“Mantenho dieta, tento me cuidar e mesmo assim não consigo emagrecer.” Essa é uma das frases que mais escuto no consultório durante a menopausa. E não, isso não significa falta de esforço ou descuido. Durante a menopausa, o corpo feminino passa por mudanças hormonais importantes que podem dificultar o emagrecimento e favorecer o acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. A queda do estrogênio provoca alterações no metabolismo, reduz o gasto energético e favorece a perda de massa muscular. E quanto menor a massa muscular, mais lento fica o metabolismo. Além disso, muitas mulheres passam a ter piora do sono, aumento da ansiedade, cansaço, desânimo e maior compulsão alimentar — fatores que também interferem diretamente no peso. Outro ponto importante é que o corpo muda sua forma de armazenar gordura. Na menopausa, é comum ocorrer aumento da gordura visceral, aquela localizada na barriga, que está associada a maior risco cardiovascular, diabetes e inflamação. Além das alterações hormonais, existem outros fatores que podem dificultar o emagrecimento nessa fase: Sedentarismo Sono ruim Estresse crônico Resistência à insulina Alterações da tireoide Perda muscular relacionada ao envelhecimento Dietas muito restritivas e difíceis de manter Por isso, o tratamento não deve focar apenas na balança. O objetivo é cuidar da saúde da mulher como um todo. Algumas medidas fazem muita diferença: Praticar atividade física regularmente, principalmente musculação Priorizar proteínas na alimentação Melhorar a qualidade do sono Reduzir ultraprocessados e excesso de açúcar Controlar ansiedade e estresse Avaliar hormônios e alterações metabólicas com acompanhamento médico Em algumas mulheres, a terapia hormonal da menopausa pode ajudar na composição corporal, disposição e qualidade de vida, quando bem indicada. A menopausa não impede o emagrecimento, mas o corpo passa a responder de maneira diferente. Por isso, é importante abandonar a culpa e entender que essa fase exige estratégias mais individualizadas, acolhimento e cuidado contínuo.

Principais Medidas para Névoa Mental
A névoa mental é uma queixa muito comum entre as mulheres, especialmente durante a menopausa e o climatério. Muitas pacientes relatam dificuldade de concentração, esquecimentos frequentes, sensação de cansaço mental, perda do foco e até uma sensação de “mente lenta”. E o mais importante: isso não é falta de inteligência, preguiça ou desatenção. Existe uma explicação hormonal, emocional e física por trás desses sintomas. Algumas medidas podem ajudar bastante na melhora da névoa mental e na recuperação da clareza mental no dia a dia: Priorizar um sono de qualidade: durante o sono o cérebro organiza memórias, descansa e regula hormônios importantes. Insônia e sono fragmentado pioram muito a concentração e a memória. Praticar atividade física regularmente: exercícios estimulam a circulação cerebral, melhoram o humor, reduzem ansiedade e aumentam substâncias relacionadas à memória e ao raciocínio. Manter uma alimentação equilibrada: consumir proteínas, frutas, verduras, ômega-3 e reduzir excesso de açúcar e ultraprocessados ajuda no funcionamento cerebral. Controlar o estresse e a ansiedade: sobrecarga emocional e mental podem intensificar muito os sintomas. Técnicas de relaxamento, terapia, meditação e momentos de lazer fazem diferença. Estimular o cérebro: leitura, jogos de raciocínio, aprendizado de novas atividades e manter a vida social ativa ajudam a preservar a função cognitiva. Avaliar alterações hormonais: na menopausa, a queda do estrogênio pode impactar memória, atenção e cognição. Em alguns casos, a terapia hormonal pode trazer melhora importante, quando indicada individualmente pelo ginecologista. Corrigir deficiências vitamínicas: baixos níveis de vitamina B12, vitamina D, ferro e alterações da tireoide também podem causar sintomas semelhantes à névoa mental. Reduzir excesso de telas e multitarefas: o cérebro cansado e constantemente estimulado pode ter mais dificuldade de foco e retenção de informações. A boa notícia é que a névoa mental tem tratamento e melhora quando cuidamos da mulher de forma integral. O primeiro passo é acolher os sintomas sem culpa e buscar orientação médica para investigar as causas e definir a melhor estratégia para cada fase da vida.

Teste HPV DNA – Substitui o Papanicolau?
Essa é uma dúvida muito comum no consultório e é importante esclarecer com calma: o teste de HPV-DNA não substitui totalmente o Papanicolau, mas ele mudou a forma como fazemos o rastreio do câncer do colo do útero. O Teste HPV DNA é um exame mais moderno, que identifica diretamente a presença do vírus HPV de alto risco aquele relacionado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. Já o Papanicolau (citologia oncótica) avalia as células do colo do útero, identificando alterações que o vírus pode causar ao longo do tempo. Na prática, o que isso significa? Hoje sabemos que o HPV é o principal causador do câncer do colo do útero. Por isso, detectar o vírus precocemente é uma forma muito eficaz de prevenção. Em muitos protocolos mais atuais, o teste de HPV-DNA já pode ser utilizado como exame primário de rastreio, especialmente em mulheres a partir dos 30 anos. Quando ele vem negativo, o intervalo entre os exames pode ser até maior, pois o risco é muito baixo. Mas isso não quer dizer que o Papanicolau deixou de existir. Ele ainda é extremamente importante, principalmente: Quando o teste de HPV vem positivo (para avaliar se já existem alterações nas células) Em locais onde o HPV-DNA ainda não está disponível como rastreio principal Em situações específicas, conforme avaliação médica Ou seja: os dois exames não competem — eles se complementam. O mais importante não é escolher um ou outro por conta própria, e sim fazer um acompanhamento regular, com orientação individualizada. Quero reforçar algo essencial: o rastreamento salva vidas. O câncer do colo do útero é altamente prevenível quando conseguimos identificar precocemente o HPV ou as alterações celulares. Cuidar da sua saúde ginecológica é um ato de autocuidado e prevenção. Converse com sua ginecologista para entender qual é o melhor exame e intervalo para você.
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